Reiki e a Ciência

Reiki é uma prática espiritual que se baseia na crença da existência da energia vital universal "Ki", manipulável pela imposição de mãos.
A palavra Reiki significa "atmosfera misteriosa" e é uma combinação de dois caracteres japoneses - REI que significa "divino" e KI que significa "energia vital".
O praticante de Reiki pode canalizar a energia através de seus centros superiores cognitivos, irradiando-a pelas suas mãos até o receptor através da imposição das mãos na forma de duas conchas, restaurando o equilíbrio natural entre corpo, mente e espírito.
Esse reequilíbrio, ativa a habilidade natural do corpo de se curar. O Reiki é considerado pelos seus praticantes como uma terapia holística que traz cura espiritual, mental, emocional e física.
Segundo os conceitos do Reiki, esta forma de energia é inesgotável e qualquer pessoa pode acedê-la por meio de um processo de sintonização realizado por um mestre de Reiki.
Existem dois ramos principais do Reiki, normalmente referidos como "Reiki tradicional japonês" e "Reiki Ocidental". Embora as diferenças entre os dois ramos e tradições possam ser amplas e variadas, a principal delas é que nas formas ocidentalizadas usam-se posições pré-definidas para a imposição das mãos, ao invés de depender de um senso intuitivo para a transmissão da energia Reiki, como é habitualmente feito em agências de Reiki japonesas. De uma forma geral ambos os ramos têm uma hierarquia de três níveis (ou graus), referidos como Primeiro, Segundo e Nível Mestre/Professor, os quais estão associados com diferentes habilidades e técnicas.

Os cinco princípios do Reiki
A arte secreta de convidar a felicidade,
A remédio milagroso para todas as doenças.
Só por hoje: Não se zangue,
Não se preocupe,
Seja grato,
Trabalhe com diligência,
Seja gentil para as pessoas.
Todas as manhãs e à noite, junte as mãos em meditação e ore com o seu coração.
Afirme na sua mente e cante com a boca.
Para a melhoria da mente e do corpo.

O fundador, Mikao Usui.


Ricardo Monezi testou o Reiki em ratos com câncer

Seus praticantes acreditam nos efeitos benéficos da energia das mãos do terapeuta colocadas sobre o corpo do paciente contra doenças. Para entender as alterações biológicas do reiki, o psicobiólogo Ricardo Monezi testou o tratamento em camundongos com câncer. “O animal não tem elaboração psicológica, fé, crenças e a empatia pelo tratador. A partir da experimentação com eles, procuramos isolar o efeito placebo”, diz. Para a sua pesquisa na USP, Monezi escolheu o reiki entre todas as práticas de imposição de mãos por tratar-se da única sem conotação religiosa.
No experimento, a equipe de pesquisadores dividiu 60 camundongos com tumores em três grupos. O grupo controle não recebeu nenhum tipo de tratamento; o grupo “controle-luva” recebeu imposição com um par de luvas preso a cabos de madeira; e o grupo “impostação” teve o tratamento tradicional sempre pelas mãos da mesma pessoa.
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Imposição de mãos nos grupos “Controle-Luva” e “Impostação”, (imagens retiradas do mestrado de Monezi)
“Não sabemos ainda distinguir se a energia que o reiki trabalha é magnética, elétrica ou eletromagnética. Os artigos descrevem- na como ‘energia sutil’, de natureza não esclarecida pela física atual”, diz Monezi. Segundo ele, essa energia produz ondas físicas, que liberam alguns hormônios capazes de ativar as células de defesa do corpo. A conclusão do estudo foi que, como não houve diferenças significativas nos os grupos que não receberam o reiki, as alterações fisiológicas do grupo que passou pelo tratamento não são decorrentes de efeito placebo.
A equipe de Monezi começou agora a analisar os efeitos do reiki em seres humanos. O estudo ainda não está completo, mas o psicobiólogo adianta que o primeiro grupo de 16 pessoas, apresenta resultados positivos. “Os resultados sugerem uma melhoria, por exemplo, na qualidade de vida e diminuição de sintomas de ansiedade e depressão”. O trabalho faz parte de sua tese de doutorado pela Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp).
E esses não são os únicos trabalhos desenvolvidos com as terapias complementares no Brasil. A psicobióloga Elisa Harumi, avalia o efeito do reiki em pacientes que passaram por quimioterapia; a doutora em acupuntura Flávia Freire constatou melhora de até 60% em pacientes com apnéia do sono tratados com as agulhas, ambas pela Unifesp. A quantidade pesquisas recentes sobre o assunto mostra que a ciência está cada vez mais interessada no mecanismo e efeitos das terapias alternativas.
Depois de sacrificados, os animais foram avaliados quanto a sua resposta imunológica, ou seja, a capacidade do organismo de destruir tumores. Os resultados mostraram que, nos animais do grupo “impostação”, os glóbulos brancos e células imunológicas tinham dobrado sua capacidade de reconhecer e destruir as células cancerígenas.

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